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História     


A SEDES é uma das mais antigas associações cívicas portuguesas.

Constituída em 1970, os seus fundadores eram oriundos de diferentes formações académicas, estratos sociais, actividades profissionais e opções políticas.

Mas unia-os uma grande vontade de mudança e uma prática de militância social diversificada: associativismo académico, prática de contestação política contra o sistema, participação em organizações cristãs e actividade sindical.

Um denominador comum animava os fundadores da SEDES: o humanismo, o desenvolvimento sócio-cultural e a democracia.

Realizou encontros, estruturou-se em grupos de trabalho, animou debates em diversos pontos de Portugal, foi a primeira organização a proclamar as vantagens de uma aproximação à Comunidade Europeia e foi uma escola de Educação Cívica pluralista.

Com o advento da democracia em 25 de Abril de 1974, muitos dos seus associados deram o seu contributo à vida social e política para o progresso do País em diferentes partidos políticos. Talvez não tenha havido um único Governo, desde o 25 de Abril, que não contasse entre os seus membros com associados da SEDES.

A SEDES foi e continua a ser uma escola de cidadania. As suas tomadas de posição e análises políticas constítuiram referências para a comunicação social e traduziram o pluralismo das intervenções e o respeito pela diversidade política aos seus membros.

 

Fundação da SEDES - As primeiras motivações

Em 1970, a SEDES surgiu num período de rápidas mudanças económicas, que coexistiam com graves desequilíbrios sócio-económicos e bloqueamentos políticos estruturais. O diagnóstico e a proposta da SEDES inseria-se neste contexto.

Nos anos 60 e até 1973 teve lugar, provavelmente, o mais rápido período de crescimento económico da nossa História, traduzido na industrialização, na expansão do turismo, no comércio com a EFTA, no desenvolvimento dos sectores financeiros, investimento estrangeiro e grandes projectos de infra-estruturas. Em consequência, os indicadores de rendimentos e consumo acompanham essa evolução, reforçados ainda pelas remessas de emigrantes. Por outro lado, avolumaram-se sintomas de mal estar, em consequência dos graves desequilíbrios sociais que não deixaram de se acentuar por falta de respostas coerentes e à medida das mudanças em curso. Os desequilíbrios regionais, a construção clandestina nas áreas suburbanas, o desmantelamento da agricultura tradicional, os estragulamentos nos sistemas de saúde e educação e a emigração de uma grande parte população activa.

Permaneciam ao mesmo tempo estrangulamentos nos campos da participação política, dos direitos e liberdades individuais no mundo laboral e os entraves ao direito de informação e associação. Tornava-se evidente a aproximação aos sistemas democráticos e a incapacidade de pôr termo às situações de guerra nas colónias e a evolução das relações com as mesmas.

O projecto SEDES, traduziu assim, uma reflexão e um diagnóstico representativo do sentir de amplas camadas da população portuguesa, ao diagnosticar que a resolução dos problemas políticos e dos desequilíbrios sociais não se poderiam encontrar fora de um projecto de liberalização cultural e política, capaz de pôr termo ao imobilismo e aos bloqueamentos cada vez mais anacrónicos face ao ritmo das transformações económicas e ao prolongamento da guerra.

O projecto SEDES, consubstanciado numa proposta de democratização política, de liberalização dos mecanismos de informação e de associação, permitiria que as diversas forças sociais formulassem e construíssem as soluções para um desenvolvimento consistente político e socialmente mais justo.

 

25 anos SEDES

As celebrações 1970-1995, foram retratadas na TV, Veja os videos das reportagens.


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Histórico das Direcções: 




Documento associado :
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