Set 26 2010

A Geopolítica é cada vez menos do mais.

Enquanto contamos os “tostões” , por esse mundo fora mudam-se rapidamente “milhões” de tradições e visões de mundo e populações. Como se pode ver “nos mapas”:

http://www.newsweek.com/2010/09/26/the-new-world-order-a-map.html

Será que ainda vale a pena “discutir” Olivença?A regionalização? Ou voltar a pensar no “Escudito aflito”? Acreditar que a actual Bélgica será a futura Capital da Europa com um muro linguístico a dividi-la? Que, na Lusofonia, as nossas  Elites só gostam de Fonia ? Horizontes geopolíticos só se forem vistos e falados em dia de nevoeiro…

Vem tudo isto a propósito da minha convicção  em crescendo, que a discussão à volta do Orçamento e do próximo futuro, é geopoliticamte uma grande oportunidade para inovarmos a nossa visão sobre nós e o mundo:

quanto menos dinheiro tivermos para esbanjar e quantos mais Portugueses saírem pelo Mundo, mais Portugal estará no Mundo. Porque afinal este País é cada vez mais para velhos. Mesmo que sejam novos.E os Irlandeses dos Bancos maus, por exemplo, são só 5 milhões “in loco” e aguentaram os últimos anos nos dois dígitos,  com base na Diáspora.E na cerveja.

Mário Soares, essa velha raposa da politica (da idade exacta do meu pai com um dia de diferença), aprendeu muito do que agora ainda diz, porque andou lá por fora e cá por dentro e, mesmo defendendo o estado social que resta, criticando a discussão do orçamentto que se complica, já  só vê o futuro dos netos na mesma linha do que viveu: geopoliticamente a viver e a  olhar para um Mundo que muda como nunca se esperou e sem guerra clássica.Lá fora cá dentro com um “mon ami” poderoso ao lado.

“Chapeau” para a entrevista que deu esta semana . E para a demonstração, nas entrelinhas, que até ele está com mais medo do futuro geopolitico  de Portugal , que do futuro económico e financeiro deste iceberg aquecido que é o mundo em que vivemos. E em particular Portugal.

Inovemos e “desandemos” é a palavra de ordem para a mudança “low-cost”. Até porque agora mais que nunca depois de uma crise que ainda não terminou, vai-se sabendo Where the Jobs Are

Hint: they’re not where the workers are.

http://www.newsweek.com/2010/09/25/new-jobs-aren-t-where-the-workers-are.html

FVRoxopontes-entre-nas

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