Mai 28 2010
Economia Digital EU 2015:para mais tarde recordar.
Da Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões (com data de 19 de Maio de 2010): Uma Agenda Digital para a Europa
http://ec.europa.eu/information_society/digital-agenda/index_en.htm
extraí “pequenas partes/textos” elucidativos de temas, abordagens, propostas, que podem ser de um grande “visionarismo” mas de difícil compreensão e aceitação por parte de quem neste momento olha e vê as maiores dificuldades da história pós 2ª guerra, no que toca a um desenvolvimento harmonioso de “uma” economia, que tem uma moeda “atirada ao ar”. E PIIGS a voar baixinho. Olhar em frente é importante face ao que se passa no mundo desenvolvido. Mas olhar em frente, sem asas para voar, frente a um precipício, só tem bons resultados em Desenhos Animados. E mesmo assim…
Face à Agenda de Lisboa que nos prometia uma Europa 2010 em órbita galáctica, temos agora novas metas e objectivos.
Pobre Marketing, a quanto te obrigam…
a) in INTRODUÇÃO
“ O objectivo geral da Agenda Digital é extrair benefícios económicos e sociais sustentáveis de um mercado único digital, com base na Internet rápida e ultra-rápida e em aplicações interoperáveis.
A crise deitou por terra anos de progresso económico e social e pôs a descoberto as debilidades estruturais da economia europeia. O principal objectivo da Europa deve ser agora retomar a senda do progresso. Para assegurar um futuro sustentável, a Europa tem que apontar já o seu olhar para além do curto prazo. Confrontados com o envelhecimento da população e a concorrência mundial, colocam-se-nos três opções: trabalhar mais, trabalhar mais tempo ou trabalhar de um modo mais inteligente. Muito provavelmente teremos de optar pelas três, mas a terceira opção é a única que garante níveis de vida cada vez mais elevados para os europeus. Para isso, a Agenda Digital formula propostas de acções que devem ser postas em prática urgentemente para colocar a Europa na rota de um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. Essas propostas prepararão o terreno para as transformações de mais longo prazo que advirão de uma economia e de uma sociedade cada vez mais «digitais».”·
b) in Anexo 2: Metas de desempenho essenciais
Mercado único digital:
· Promoção do comércio electrónico:
em 2015, 50 % da população deve fazer compras em linha. (Base de referência: em 2009, 37 % das pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos tinham encomendado bens ou serviços de uso privado nos 12 meses anteriores.)
· Comércio electrónico transfronteiras:
em 2015, 20 % da população deve fazer compras em linha transfronteiras. (Base de referência: em 2009, 8 % das pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos tinham encomendado bens ou serviços a vendedores de outros países da UE nos 12 meses anteriores.)
· Comércio electrónico de empresas:
em 2015, 33 % das PME devem fazer compras/vendas em linha. (Base de referência: em 2008, 24 % e 12 % das empresas tinham efectuado, respectivamente, compras ou vendas por via electrónica num montante igual ou superior a 1 % do total das suas compras ou do seu volume de negócios.)
· Mercado único dos serviços de telecomunicações:
em 2015, a diferença entre as tarifas de roaming e as das comunicações nacionais deve ser quase nula. (Base de referência: em 2009, o preço médio por minuto do roaming era de 0,38 cents (chamadas efectuadas) e o preço médio por minuto de todas as chamadas na UE era de 0,13 cents (roaming incluído).)
E ainda:
Investigação e inovação:
· Aumento da I&D no domínio das TIC: duplicação do investimento público, de modo a atingir 11 000 M€. (Base de referência: as dotações orçamentais e despesas públicas de I&D no domínio das TIC ascenderam a 5700 M€ nominais em 2007.)
Serviços públicos:
· Administração pública em linha em 2015: 50 % dos cidadãos devem recorrer à administração pública em linha e mais de metade destes preencher e enviar formulários. (Base de referência: em 2009, 38% das pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos tinham utilizado serviços de administração pública em linha nos 12 meses anteriores e 47% destes tinham preenchido e enviado formulários.)
· Serviços públicos transfronteiras: em 2015, devem estar disponíveis em linha todos os serviços públicos essenciais transfronteiras incluídos na lista a aprovar pelos Estados-Membros até 2011. (Não se indica uma base de referência.)
OXALÁ
FVRoxo
2 Comentários para “Economia Digital EU 2015:para mais tarde recordar.”
Caro Professor
Ainda me lembro, quando o senhor era o Presidente da ANETIE e estava na Easyphone e depois na Sibs, o que referia serem os perigos da euforia da “economia digital” que ninguém sabia definir e quantificar correctamente. Passaram 10 anos e até já passou a estratégia de Lisboa e pouco se vê para além do que já se vinha desenvolvendo.Agora voltam ao mesmo.E com crise.
Mas ainda na Europa do Centro vá que não vá. Agora por cá basta ler o Relatório de Maio da UMIC para ver o que é mesmo só conversa como você chama, “marketing da treta”.
Continue a sua luta.E boa disposição.
Este blog é mesmo excelente como nos informou.
Um abraço
ZMP
Caro José Maria
O seu comentário deixa-me confortado.Mas tome nota, num blog não há títulos (professores, etc).
E agora a justificação porque fiquei confortado:acreditar que a economia é cada vez mais digital é uma coisa.Falar de economia Digital é outra.
Acreditar é importante. Mas se os Eurocratas já falharam tantas vezes apesar de serem elite e muito bem remunerados, há que desconfiar e chamar à razão.Os americanos não trabalham assim.
Quanto ao Relatório UMIC(que é um “documento de trabalho”…) não passa de autoelogio e repositório de “êxitos deste governo” e do “ligar Portugal” (agora estamos a ligar à Terra…!!!). Até o Multibanco lá está como comércio electrónico puro e duro.Aceito, mas é preciso dizer que, desde 1985, o sistema foi um êxito.Mas o que aqui conta não é só a infraestrutura mas o Modelo de Negócio Interbancário. Como a Via Verde.
Vamos é olhar para a frente e ver como é que podemos aplicar a tecnologia aos negócios e fazer uma nova Economia funcionar mais justa e eficiente.
Um abraço e bom trabalho (e estudo permanente).
FVRoxo