Nov 10 2009

FATAL COMO O DESTINO

Publicado por VB a 12:37 em Artigos Gerais

E o fado é o meu castigo / Só nasceu pr’a me perder / O fado é tudo o que digo / Mais o que eu não sei dizer.

Tudo isto é Fado, Amália

A dificuldade em assumir a responsabilidade dos próprios actos, associada à fácil resignação com que se enfrentam as consequências que sejam atribuíveis à fatalidade, parece ser uma das idiossincrasias inscritas na nossa cultura colectiva. Daí a tendência, desresponsabilizante, de procurar fora dos nossos actos a causa, de preferência inultrapassável, do que de desagradável nos acontece, seja individual, seja colectivamente.

Por isso, um dos segredos para uma governação tranquila da nossa sociedade é conseguir que o colectivo social ligue quaisquer resultados socialmente adversos a uma qualquer fatalidade, transferindo para esta a responsabilidade que, de outra forma, recairia nas sua acções ou omissões.

Confirmando esta tese, parece estar agora na moda atribuir à China e à Índia – mais propriamente à sua emergência como sérios e aguerridos competidores no mercado mundial – a responsabilidade pelo definhamento económico em que estamos mergulhados há cerca de uma década.

Esta tese, por mais apelativa que possa ser, tem duas pequenas falhas que dificultam a sua aceitação. Primeiro, o efeito da concorrência da China e da Índia é um efeito geral, que afecta todas as outras economias e não apenas a portuguesa. Pode explicar as dificuldades, e a eventual perda de crescimento, das economias ocidentais, em geral, mas não explica o sistemático e muito particular défice de crescimento que a economia portuguesa apresenta desde o virar do século.

Segundo, a existência de um choque externo pode afectar o desempenho da economia, e até violentamente, durante um período relativamente curto. Mas o prolongamento dos seus efeitos no tempo dependerá da capacidade interna para se ajustar às novas condições, ou seja, da sua flexibilidade para reagir à mudança de contexto. Ora, 10/15 anos (consoante o início que consideremos para o choque) é demasiado tempo para continuar a responsabilizar aquele choque por aquilo que nos continua a acontecer hoje.

A título de exemplo, veja-se o que aconteceu à Finlândia com o desmantelamento da União Soviética e com a mudança de orientação económica da Rússia e com a consequente perda de um mercado privilegiado onde tinha assente boa parte da sua economia. Em três anos – entre 1990 e 1993 – o PIB caiu quase 11% em termos reais e só depois de 1996 voltou a atingir o valor registado em 1990. Mas reestruturou-se e entre 1996 e 2007 a economia cresceu a uma taxa média de quase 4% ao ano e tornou-se uma referência mundial.

O choque da “emergência” da China e da Índia no mercado mundial pode até ter-nos sido mais desfavorável do que à maioria dos países ocidentais, dada a nossa estrutura produtiva ser tecnologicamente mais baixa do que os países mais desenvolvidos. E isso poderá explicar que o nosso choque tenha sido maior. Conceda-se essa asserção, sem discutir ou pedir prova. Mas isso já não explica: a) que alguns países do leste europeu – cuja estrutura produtiva de partida não era melhor do que a nossa (pelo contrário) – apresentem um melhor desempenho e perspectivas mais promissoras do que as da nossa economia; b) que os efeitos do nosso atraso, e o nosso definhamento, se prolonguem por tanto tempo.

Ou seja: a fatalidade pode explicar o princípio dos nossos males, mas a sua duração é da nossa exclusiva responsabilidade: da falta de flexibilidade da economia, dos incentivos erradamente dirigidos e da complacência para com os nossos desequilíbrios financeiros, nomeadamente.

Podemos, por isso, continuar “fadisticamente” à espera que o céu nos salve. Mas se não assumirmos a responsabilidade pelo que nos acontece e não “dermos corda aos sapatinhos”, a “má sorte” não nos vai largar tão depressa…

7 Comentários para “FATAL COMO O DESTINO”

  1. ricardo saramagoa 10 Nov 2009 as 15:42

    A propósito de milagres (ou coisas do diabo) lanço aqui uma pergunta a todos os comentadores da “recuperação económica”:

    Onde param os “activos tóxicos” de que se falava há um ano atràs e que unânimemente foram apontados como causa da crise?

    Acreditamos em bruxas ou algum detergente milagroso dissolveu o mal num mar de dívida pública que vai voltar sob a forma de tsunami daqui a algum tempo?

  2. FVRoxoa 11 Nov 2009 as 1:40

    Para grandes males (de competitividade), grandes poetas:
    “O sonho é ver as formas invisiveis/Da distancia imprecisa, e, com sensíveis/movimentos da esperança e da vontade,/buscar na linha fria do horizonte/a árvore, a praia,a flor,a ave,a fonte-/Os beijos merecidos da verdade.”-
    In a Mensagem de Fernando Pessoa

    Mas, como com o evoluir dos tempos, os “nossos novos intelectuais” mudaram as rimas, porque não arranjar “para grandes mudanças, grandes desculpas:
    “CasasPias” , “Furacões”, “Portucales”, “Submarinos”, “Contrapartidas”, “Apitos”, “Freeports”, BPN, BPP, BCP, “Face Oculta”…
    In Primeiras páginas de jornais portugueses do século XXI

    E, por fim, porque não pensar que lá longe mas aqui tão cada vez mais perto, “para tristes fados portugueses, grandes musicas de tambura (instrumento de cordas indiano).ou musica de flautas, gongos, sinos e cítaras.( instrumentos de musica chinesa)”?
    November 20, 2002
    India recently revitalized its decade-old “Look East” policy in an effort to expand its economic…
    November 23, 2006
    Though India and China are working together more, there are still obstacles they must overcome before a true Sino-Indian partnership can emerge
    “October 9, 2009
    The leaders of Asia’s three largest powers — China, South Korea and Japan — will promote neighborly cooperation at the Trilateral Leaders’ Summit, but under the surface a different kind of meeting will take place.
    “November 9, 2009
    India, the world’s largest democracy, has the world’s fourth-largest economy and a GDP expected to grow from 7 to 8 percent in the next five years.
    In STRATFOR newsletters.

    Finalmente, um comentário “fatal como o destino” ao post de VB, usando as palavras do meu avô materno, quando ele nos anos 60 me explicava porque é que tinhamos o Salazar e nunca mais éramos um País Normal-”Sorte atrai sorte .Desgraça atrai Desgraça.E nós não conseguimos atrair quase nada a não ser desculpas de mau pagador.”

    Aceitam uma ida a uma loja chinesa para comprar uns sapatinhos luva por 13Euros e uma ida a uma loja de produtos indianos tais como Anéis, Brincos ou Braceletes por 5Euros vendidos por vozes mistura de sotaques portugueses do brasil e chineses ou indianos de portugal?
    É que não são apenas “portugueses suaves” que lá vão comprar sem perguntar onde foram os produtos produzidos.Também já lá encontrei portugueses que leram de Michael Klare “Redifining Security:the new Global Schisms”.E que talvez até pensem que os produtos das lojas orientais são produzidos no Porto Alto.

  3. José Barbosaa 11 Nov 2009 as 18:20

    Sem por em dúvida os principios do dr. V.B. que o levaram, mais uma vez, a dramatizar a idiossincracia nacional, acho que voltou de novo a demonstrar que tambem ele sofre dos mesmos problemas.

    Dr. V. B. chega de explicações sobre os erros do passado e veja se consegue dar um contributo positivo com ideias aplicáveis para ajudar a solucionar os problemas da nossa economia. Se me permite melhor do que conseguiu fazer no seu recente livro “Perceber A Crise para Encontrar O Caminho” que li com atenção.

    E já agora escrever o que escreveu neste blogue sobre o problema do desemprego em Portugal nos ultimos 10 anos e afirmar que tal não se deveu à globalização dos mercados,é, no minimo esquecer que o desenvolvimento económico e consequente desenvolvimento do emprego dos anos 80, foi feito por empresas que na altura encontraram em Portugal o que hoje encontram fácilmente nos países em desenvolvimento - mão de obra barata, não qualificada, e trabalhadora ( p. ex. o recente investimento Renault em Marrocos que pode criar até 30.000 postos de trabalho ).

    Estranho ainda a sua admiração pelos melhores resultados de desenvolvimento económico dos países do Leste, será que ainda não tinha percebido que os habitantes destes países destes países têm uma melhor qualificação educacional, cultural, profissional que os portugueses.

  4. VBa 11 Nov 2009 as 22:23

    Caro Ricardo,

    A sua pergunta é oportuna e tem todo o sentido, mas não tem a ver com este tema.

    Caro Francisco,

    A vida é de facto complicada…

    Caro José Barbosa,

    1. Está suficientemente demonstrado que a cultura e as instituições (que, de certa forma, fazem parte da cultura) são fundamentais para explicar os diferenciais de desenvolvimento económico. Ignorar essa fonte intrínseca das nossas dificuldades talvez não ajude muito à ultrapassagem dos nossos problemas estruturais. E quanto à nossa propensão cultural para fugir às responsabilidades e imputar o que nos acontece a causas externas (fora do nosso alcance), julgo que as palavras do avô do FVRoxo, referidas no comentário acima (”E nós não conseguimos atrair quase nada a não ser desculpas de mau pagador”) e proferidas certamente há umas boas dezenas de anos, são suficientemente elucidativas.
    2. Eu não disse, aqui ou em qualquer outro lado, que a globalização e a emergência de novas economias a disputar o mercado mundial não nos afectaram negativamente. O que disse e repito é que, primeiro, esse efeito não nos é particularmente dirigido, pelo que não é suficiente para explicar o nosso défice de crescimento, comparado com quer que seja de nível de desenvolvimento semelhante ao nosso: Espanha, Grécia, Irlanda, Europa de leste, etc. E, segundo, que se os efeitos de um tal choque nos continuam a afectar por mais de uma dezena de anos é porque não lhe soubemos responder, adaptando-nos ao novo contexto, como outros fizeram. E, face a um choque de dimensões equivalentes, o exemplo da Finlândia e de como reagiu, é suficientemente elucidativo das diferenças que estão em jogo
    3. Se me diz que os habitantes dos países de leste têm melhor qualificação educacional, cultural e profissional do que os portugueses, o que não contesto, de quem é a responsabilidade pela nossa insuficiência e por ela ainda não ter sido suprida? Deles não é certamente. E não me venha dizer que é o do Salazar que o homem já morreu há 40 anos (i.e. há quase duas gerações atrás!).
    4. O ponto que tentei fazer é muito simples: A responsabilidade da situação em que nos encontramos - dada a sua duração, passada e prospectiva - é nossa e se quisermos continuar a culpar a sorte, em vez de nos empenharmos nas soluções, não vamos sair dela tão depressa.
    5. Por fim, o que penso sobre o problema e a forma de lidar com ele está no livro que referiu e se não o achou convincente, terá sido certamente por insuficiência minha. Não tenho nenhuma fórmula mágica, nem creio que a haja. Nem há nenhuma solução que dê resultados a curto prazo. E esse é outro dos problemas (como explico no livro): os governos têm um horizonte de avaliação muito curto (cada vez mais curto por causa das sondagens) e tendem por isso a procurar “quick fixes” no curto prazo e a evitar soluções de médio prazo, cujos custos caiam no seu turno (fazendo-os eventualmente perder as eleições), mas os benefícios só surjam a prazo e favorecendo provavelmente os seus adversários políticos. Por isso e por outras razões que não cabe aqui explicar, arriscamo-nos a ficar presos numa armadilha de empobrecimento relativo (onde acho que já estamos), sem que existam mecanismos internos (in-built mechanisms) para dela sairmos. Mas poderíamos, pelo menos, parar os comportamentos que têm agravado os nossos desequilíbrios financeiros e desviar para o sector transaccionável os incentivos que hoje favorecem fortemente o sector não transaccionável.
    Lamento se o desiludo, mas é a minha visão do problema, embora não tenha pretensões de ser nenhum oráculo.

  5. FVRoxoa 12 Nov 2009 as 1:14

    Caro VB :
    Não, não é a vida que é de facto complicada.
    Antes pelo contrário.Ela até é bem simples quando se vive em contextos realistas e afirmativos.O que não é o caso português.E muito menos de algumas elites portuguesas face aos desafios normais de uma nova ordem económica mundial.
    Nem é o caso de visões Ocidentais requentadas sobre o futuro do velho mundo gordo e anafado.
    Em Portugal, em particular, não simplificamos nada sobre estas visões.E prognosticamos cada vez mais a meio do jogo.Quando antes se dizia que prognósticos eram só no fim do jogo.
    Intelectualizamos até a chapa de aço.E destruimos a classe média em favor de elites talentogananciosas (como se viu e vê).
    Complicamos tudo para não ser capaz de justificar nada.Sob a capa de abordagem estruturalmente bem explicada sempre descobrimos “como criar valor para o sistema”.Seja ele qual for.
    E complicamos tudo até de uma forma bem segmentada para que o posicionamento dessa vida complicada seja, no fim, uma mera questão semantica só possivel de analisar à luz da doutrina sobre a ética de S.Tomás de Aquino.
    E nem é preciso ler o livro dos segredos do indiano DEEPAK CHOPRA para compreender porque é que por cá investimos muito mais na negação, repressão e dúvida do que na afirmação e simples compreeensão de que as mudanças nas pessoas, no mundo e na sociedade portuguesa (em especial), são para muitos analistas simples elementos de negação permanente(que na visão de Jorge de Senna são tão simples de compreender como dar corda a sapatos made in china).E arautos de um futuro que nem um “oráculo” dos bons orientais “amigos de Portugal” se esquivaria a evidenciar como “apocaliptico”
    A nossa realidade actual é clara na desgraça (mesmo quando o consumo popular sobe) e os resultados práticos visando o futuro de muitas medidas de politica, são deprimentes e impossíveis de descodificar para além do que a imprensa vai deitando cá para fora ao sabor do networking jornalístico e dos interesses dos diferentes poderes instituidos e bem agarrados ao emprego (que não significa trabalho) .Ora agora sai desgraça e bronca ora logo sai Ronaldo e festa Jet Set!!!É este o nosso fado actual.E depois admiramo-nos das votações no BE e no PCP contra todas as tendencias do que acontece na Europa e mesmo no Novo Mundo Novo.
    Há uns anos li um livro de Jonathan Story (professor do Insead) cujo titulo era CHINA the race to market.(2003).Nessa altura fiquei convencido que a China só seria “tigre invencivel” para as economias ocidentais como a portuguesa.
    Isto antes da crise 2008.
    Hoje não penso o mesmo.Porque contra factos não há argumentos.Só ainda não tive meios para ir até lá validar o que leio e vejo na comunicação social.
    Afinal de que serviu a tanto portugues terem passado por Macau se nem sequer somos capazes de hoje ir para lá com esse lastro de saber para além dos que lá vão em viagens expedicionárias acompanhando o PR ou PM do momento.Mas lá irei um dia deste nem que seja por “interail”.
    E a propósito de alguns países do leste europeu :Tive oportunidade de andar pelos Países de Leste antes da queda do Muro de Berlim e vivi 1.5 meses na Roménia de Ceaucescu para ver como era o “milagre um pouco anti soviético”.Experiencia rica que me levou a não acreditar no comunismo nem no socialismo vermelho “desmaiado”.
    Mas, pelo contrário as estruturas produtivas da Hungria,das actuais Républicas Checas e Eslovaca pude constatar que eram menos modernas que as portuguesas mas que a força de trabalho era feita de outra massa que não a do bolo finto portugues.
    E os resultados estão progressivamente à vista face à “portugalidade produtiva”.Trabalho e risco empresarial soltou-se por aqueles lados porque não só era preciso sobreviver mas, sobretudo, viver melhor.Por cá, estamos conversados.
    E, já agora, quanto aos Países Nórdicos.
    O tempo que vivi na Suécia nos anos 80 deu-me para perceber bem porque é que, sem necessidade da grande criatividade latina, os suecos tinham êxito nos negócios industriais mundiais.Organização e muito trabalho eram a chave.
    E quanto à Finlandia , na época ainda a navegar à vista e hoje com 5 milhões e 300 mil pessoas em 338.145 quilômetros quadrados de espaço, estamos conversados.A partir do que lá vi e analisei estou convencido que eles se tivessem cortiça tinham feito cork telemóveis.Nós apenas fizémos rolhas.
    A Finlândia pertenceu a Suécia entre 1150 e 1809, quando se tornou o Grão-ducado da Finlândia, após a vitória da Rússia sobre a Suécia na Guerra Finlandesa.A Finlândia só se tornou verdadeiramente independente em 6 de dezembro de 1917 mas é hoje uma economia de mercado altamente industrializada, com produção per capita maior que a do Reino Unido, França, Alemanha e Itália, numa boa expressão da herança do ADN sueco que se desenvolveu e ainda lá está.
    Sendo nós um País secular e “condicionado industrialmente desde o tempo de Salazar,onde está a Indústria Portuguesa actual e que comparação competitiva podemos fazer com todas estas economias?
    Nem já na Rede Multibanco temos equipamentos “made in Portugal”, depois do desaparecimento da Papelaco e da Gain apesar de todas as “especificidades” que estas duas empresas tiveram no célebre período dos anos 80 da “inovação à portuguesa” relatada por Manuel Laranja num seu livro da época.
    Os Portugueses são “fadistas” mesmo quando não cantam.Produtivos é que nem tanto.Só em posição dominante e à escala nacional fronteiriça tradicional.E é quando é.E não é só no Alentejo que se descansa depois de uma boa sesta.Nas grandes cidades nacionais, onde se concentra quase 50 % da população activa muitos nem precisam de desacansar.Fazem sesta permanente.
    Para além do mais nem sequer temos sentido de humor mesmo quando nos rimos. Limitamo-nos “a fazer pouco dos outros” e a contar umas anedotas simpáticas sobre políticos e alentejanos numa ironia sonsa e às vezes traiçoeira.
    E nalguns casos até a encolher os ombros num gesto de significado directo e conhecido “é a vida…”.
    Meu caro VB: Não, a vida não é complicada.
    É é fatal como o destino para os que ainda acreditam e trabalham duro para criar valor neste País:empresários dos sectores primário e secundário e alguns do terciário.
    Para o resto da rapaziada nada como uma boa reflexão estratégica permanente.E um emprego seguro.
    Mesmo que não dê resultados todos ficam confortados.E dão-se uns prémios para os calar como vai agora acontecer com os professores.
    Ao menos não destroem valor dizem alguns.Mas também não criam valor digo eu.
    Por isso este País é fatal como o destino.E destinado a, fatalmente, fadistar.Ou dançar música afrikaans na África do Sul se formos ao campeonato do Mundo.

  6. causavossaa 19 Nov 2009 as 13:59

    FVROXO: Excelente!
    O nosso individualismo de facto mata-nos. Falta saber pensarmos em colectivo! Com toda a amizade com VB sejamos solidários e inclusivos e talvez compreendamos que matar «o é a vida» e aproveitar todos como seres humanos criativos seja o caminho! É que não o fazendo abrimos o caminho para o esvaziamento dos nossos melhores que pegam na trouxa e se põem ao caminho!

  7. EGSobrala 08 Jan 2010 as 16:58

    Acho que esta afirmação do FVR diz tudo e aplica-se a nível profissional e pessoalmente:

    “Não, não é a vida que é de facto complicada. Antes pelo contrário. Ela até é bem simples quando se vive em contextos realistas e afirmativos.”

    Grande frase!